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O que é meningite pneumocócica?

A meningite pneumocócica é um tipo de meningite bacteriana, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também chamada de pneumococo. Essa inflamação é resultado do transporte da bactéria da nasofaringe (região entre boca e garganta) para as meninges por meio da corrente sanguínea.1

Essa doença é grave e pode provocar vários danos ao sistema nervoso. Se não for tratada no início, pode levar a consequências sérias, como paralisia cerebral, perda auditiva e dificuldades motoras.1

Atualmente, no Brasil, a meningite pneumocócica é mais letal do que a meningite meningocócica, com uma taxa de 30,4%. Em 2024, foram registrados 874 casos e 266 mortes pela doença no país.2

Crianças menores de 2 anos, idosos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido têm mais riscos de contrair o pneumococo e desenvolver complicações.3 Por isso, é importante saber como identificar a doença e se proteger.1

Quais são os sintomas da meningite pneumocócica?

Os sintomas da meningite pneumocócica podem se confundir com os de outras doenças. Os mais comuns incluem:1, 3

  • Febre;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Rigidez no pescoço e na nuca;
  • Náusea e vômito;
  • Maior sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Confusão mental ou delírios;
  • Convulsões;
  • Aumento de sonolência.

Ainda podem ser observados outros sinais em bebês e crianças, como irritabilidade, falta de apetite e rigidez ou moleza corporal.3

Como os sintomas podem progredir rapidamente, é fundamental procurar um médico assim que suspeitar da doença. O profissional poderá pedir uma punção lombar, que coleta uma amostra do líquido cefalorraquidiano (LCR), para confirmar o diagnóstico.3

É importante relembrar que a meningite pneumocócica pode ser muito perigosa e matar uma pessoa em poucas horas.1 Por isso, ter o diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes aumentam as chances de o paciente ter uma recuperação completa.3

Como se pega a bactéria pneumococo?

A transmissão do pneumococo ocorre por meio de gotículas de saliva ou muco, que são liberadas quando uma pessoa espirra, tosse ou fala. A bactéria também pode ser transmitida pelo beijo.1, 3

É comum que algumas crianças alojem a bactéria e não manifestem qualquer sintoma. Nesses casos, elas continuam sendo disseminadoras do pneumococo, podendo infectar outras pessoas se tiverem um contato próximo.1

Vale lembrar que o pneumococo não causa apenas meningite pneumocócica. A bactéria pode levar a infecções de ouvido, pneumonia e outras condições igualmente sérias.3

Qual é a diferença entre as meningites?

As meningites se diferenciam especialmente pelos agentes causadores. Normalmente, podem ser provocadas por bactérias, vírus, fungos e parasitas. No entanto, alguns tipos de câncer, lesões e drogas ainda podem causar meningite, ainda que a quantidade de casos não seja tão expressiva.4

Como os agentes causadores são diferentes, as opções de tratamentos também variam. Bactérias são combatidas com antibióticos, já em meningites virais, esses medicamentos não surtirão nenhum efeito, por exemplo.5

A gravidade é outro ponto diferencial entre as meningites. A meningite bacteriana é a mais grave, podendo causar sequelas devastadoras e mortes em poucas horas.

Sabendo dessas diferenças, é sempre importante consultar um médico especialista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Apenas o profissional da saúde pode indicar a alternativa mais adequada para cada caso.

Qual o tipo de meningite mais perigosa?

Geralmente, a meningite bacteriana tende a ser mais perigosa do que as demais meningites. Enquanto dificilmente a infecção por vírus apresenta riscos à vida, a meningite bacteriana pode ser muito grave, levando à hospitalização e à morte se não for tratada rápida e adequadamente.1, 5

As infecções causadas por pneumococo e meningococo tendem a ser mais sérias e frequentes no Brasil. Como já mencionamos anteriormente, a meningite pneumocócica atingiu o nível de maior letalidade no ano passado, superando o meningococo, que antes era mais preocupante no país.1, 2

Em 2024, as meningites bacterianas tiveram maior incidência em bebês menores de 1 ano. Apesar disso, a taxa de letalidade da doença foi maior em idosos acima dos 60 anos.2

Fatores de risco e complicações

Algumas pessoas apresentam mais chances de desenvolver a doença e ter complicações, como bebês e crianças menores de 2 anos, adultos com idade superior a 65 anos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido.1, 3

Além disso, algumas condições de saúde aumentam os riscos:1, 3

  • Doença respiratória crônica;
  • Doença cardíaca, renal ou hepática crônica;
  • Diabetes; 
  • Doença falciforme;
  • Falta de baço;
  • Câncer;
  • Transplante de órgãos.

Mesmo que a maioria se recupere totalmente, cerca de um terço das pessoas que sobrevivem à meningite pneumocócica sofrem sequelas. Essas complicações englobam deficiências intelectuais e de aprendizagem, dificuldades motoras, problemas auditivos, epilepsia, perda de visão, fraqueza, fadiga, ansiedade e depressão.1, 3

A meningite pneumocócica tem cura?

A meningite pneumocócica tem cura se for tratada rapidamente. É essencial buscar ajuda médica assim que suspeitar da doença.1

Em alguns casos, o profissional de saúde pode prescrever antibióticos antes mesmo de ter a confirmação da condição. Isso porque, em poucas horas, o quadro pode se agravar, levando o paciente à internação hospitalar e a óbito.1

Como evitar meningite pneumocócica?

A vacinação é o meio mais eficaz de se prevenir da meningite pneumocócica. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que especialmente crianças menores de 2 anos e pessoas com imunodepressão, câncer, falta de baço, doença falciforme e transplante de órgãos se vacinem.1

Além das vacinas, alguns hábitos podem evitar que contraia a meningite viral e bacteriana. Essas medidas incluem:6

  • Lavar as mãos com frequência, especialmente antes de comer e depois de usar o banheiro;
  • Evitar o compartilhamento de bebidas e itens pessoais;
  • Manter a higiene pessoal em dia;
  • Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
  • Ter uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais e grãos integrais;
  • Praticar atividades físicas regularmente.

Caso tenha dúvidas sobre a doença, procure um médico ou vá a um posto de vacinação. Proteger-se da meningite pneumocócica pode poupá-lo de complicações sérias e manter sua qualidade de vida. 

Referências Bibliográficas
  1. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Meningite pneumocócica. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/doencas/meningite-pneumococica. Acesso em: 21 fev. 2025.
  2. Ministério da Saúde. Informe Meningites. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/meningite/situacao-epidemiologica/dados-epidemiologicos/informe-meningite.pdf. Acesso em: 21 fev. 2025.
  3. Meningitis Research Foundation. Pneumococcal meningitis. Disponível em: https://www.meningitis.org/meningitis/bacterial-meningitis/pneumococcal-meningitis. Acesso em: 21 fev. 2025.
  4. World Health Organization (WHO). Meningitis. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/meningitis. Acesso em: 21 fev. 2025.
  5. Meningitis Research Foundation. What's the difference between bacterial and viral meningitis? Disponível em: https://www.meningitis.org/blogs/difference-bacterial-viral-meningitis. Acesso em: 21 fev. 2025.
  6. Mayo Clinic. Meningitis - Symptoms & causes. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/meningitis/symptoms-causes/syc-20350508. Acesso em: 14 mar. 2025.

PP-UNP-BRA-0103 - Março/2025